Roteiros de Cabo Frio

Rumo ao Sagrado

Largo De Santo Antônio
Convento Nossa Senhora Dos Anjos
Mirante Do Morro Da Guia
Capela N. Sra. Da guia
Ponte Feliciano Sodré
Figueira do Portinho
Começar o dia rumo ao que Cabo Frio tem de mais sagrado no que tange a sua história é fundamental para os visitantes que pretendem realmente conhecer a cidade.

A religiosidade do Brasil colônia emerge nas ruas que levam ao Largo de Santo Antônio.

Antes de chegar ao Largo de Santo Antônio, pela Av. Júlia Kubitscheck, surge o primeiro sinal de que estamos chegando na parte histórica da cidade: a Fonte do Itajurú, cujas águas abasteciam um acampamento de pesca indígena Tupinambá, além de servir de suporte às embarcações européias que traficavam pau-brasil.

Já no Largo, o visitante pode conhecer o Convento Nossa Senhora dos Anjos inaugurado em 13 de janeiro de 1696, onde atualmente se encontra o acervo do Museu de Artes Sacras e Tradicionais.

Saindo do convento, uma subida ao Mirante do Morro da Guia que reserva aos visitantes uma privilegiada vista panorâmica da cidade e seus encantos, além de ser acesso à Capela Nossa Senhora da Guia, construída pelos padres franciscanos em 1740 e cercada de muitas lendas.
Contam os historiadores que a imagem de Nossa Senhora da Guia, que ficava no interior do Convento Nossa Senhora dos Anjos, vez por outra era encontrada no alto do morro.

Depois de várias tentativas de trazer a imagem de volta para o convento, os padres resolveram então construir a capela e deixar a imagem lá para atender o desejo da Santa. A capela então passou a ser frequentada pelas esposas dos pescadores da região, que lá subiam por meio de trilhas até o pequeno oratório para rezar, pedindo à Santa que guiasse seus esposos que estavam em alto mar de volta para casa com segurança.

Saindo do Morro da Guia, o visitante tem duas opções extremamente interessantes: Seguir para a Rua dos Biquinis atravessando a Ponte Feliciano Sodré, principal ligação entre o centro da cidade e bairros como Jardim Esperança, Jacaré e Peró, construída na década de 1920 em substituição a antiga ponte da ferrovia, pelo então governador do Estado que lhe emprestou o nome e seguir até a antiga Estação Ferroviária, ou então, continuar seguindo pela Casa dos 500 anos, inaugurada em 14 de agosto de 2003 em comemoração aos 500 anos de história da cidade, abriga em seu interior importantes acervos permanentes tais como maquetes de monumentos históricos da cidade, fotos atuais e antigas de Cabo Frio, acervo de Arte popular, livros de atas da Câmara Municipal do séc. XIX e 17 painéis dos "Caminhos de Darwin".

Em seus jardins a Casa 500 anos abriga o Pelourinho, que originalmente localizava-se em frente à Matriz, na atual Praça D. Pedro II, uma coluna cilíndrica com o símbolo "das armas e insígnias por bem da justiça". Nele eram afixados editais da Câmara e eram expostos, ao público, os criminosos que eram castigados.

Na sequência, não se pode deixar de visitar a Figueira do Portinho, árvore da família das Moráceas, originária da Índia, foi plantada há mais de 200 anos e pela sua importância, especial beleza e raridade, foi tombada e declarada imune de corte pelo decreto nº 2932 de 5/09/2002.

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